Assistam e em seguida, comentem o que acharam.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
História verídica de uma vítima de bullying
No site a seguir, você encontrará uma verdadeira história contada pela vítima do bullying.
"E entao me diz,
pra que tanta futilidade? Porque ainda temos que viver num mundo assim? Eu nao preciso ter uma aparencia "legal", cabelos estilosos, ou mil amigos numa simples página azul, para nada. Eu realmente acho, que o que importa nessa vida é quem temos do nosso lado, são os sentimentos sinceros, é a nossa essência e o nosso carater, e as coisas mais simples. De que adianta tanta futilidade? Os valores nao contam? E o nosso caracter, onde esta? Para que nos rotular, se nao somos iguais? E se todos tivessem a mesma "perfeita aparência", será que estaria ao lado de quem está ? - Pense nisso ." Autor Desconhecido
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Para refletir..
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."
Governo, prefeitura e escolas atacam problema do bullying
Carlos Lordelo e Luciana Alvarez - O Estado de S. Paulo
Governos e escolas começam a tomar consciência da gravidade do bullying e estão criando medidas para combatê-lo. A Prefeitura de São Paulo publicou em fevereiro um decreto determinando que todas as escolas da rede incluam em seus projetos pedagógicos medidas de conscientização e prevenção ao bullying.
Na rede estadual, o governo entregou aos coordenadores pedagógicos material informativo sobre o problema. "Desde 1996 trabalhamos a ideia da cultura da paz, mas no ano passado incluímos o conceito de bullying", disse Edson de Almeida, chefe da Educação Preventiva.
Nas escolas particulares, o diálogo com pais e alunos é a chave para tentar evitar o fenômeno. "Muitas vezes o problema é a afetividade das crianças. A gente trabalha isso em parceria com os pais", disse a diretora do Colégio Catamarã, Vera Anderson. Na escola Itatiaia, as salas com apenas 15 alunos facilitam a supervisão. "Existe um bullying de cutucões e risadas. O professor precisa estar atento", diz a coordenadora Adriana Iassuda.
Adultos também sofrem com bullying
"Infelizmente sei o que é o bullying, pois fui vítima durante nove anos", começa por contar Joana, no fórum do Portal do Bullying, que recebeu nos primeiros seis meses mais de 20 mil visitas, escreve a Lusa.
Além de estudantes, pais e professores, este site apoia também adultos que sofrem no seu dia-a-dia as consequências de uma adolescência fortemente marcada pelo fenómeno.
"Quando é continuado no tempo, durante grande parte do percurso escolar, o bullying deixa repercussões nos adultos ao nível social e profissional", explica Tânia Paias, psicóloga clínica e directora do portal, em declarações à agência Lusa.
Assim, prosseguiu, existe um conjunto de "distorções cognitivas" validadas pelos comportamentos vividos ao longo do percurso escolar.
"O bullying teve consequências na minha vida. Apanhei uma depressão, fiquei com baixa auto-estima, tímida e não consigo confiar em ninguém", acrescenta Joana.
O desabafo é confirmado pela psicóloga, que aponta como consequências "as dificuldades ao nível da gestão da agressividade", bem como "a constante desconfiança" em relação aos outros, por exemplo.
Lançado a 30 de Janeiro, o site (www.portalbullying.com.pt) recebeu nos primeiros seis meses cerca de 20 mil visitas, registando-se mais de 365 mil visualizações de páginas.
"É um balanço muito positivo. Tivemos uma adesão muito grande e pensamos que conseguimos auxiliar as pessoas naquilo que são as suas preocupações, tanto de adolescentes, como de pais e professores", sublinha a directora.
No fórum, público, foram deixadas mais de 100 mensagens, enquanto no chat ou via email, confidencial, o número ultrapassa as 400. É através do chat que uma equipa de psicólogos responde, esclarece e apoia qualquer utilizador.
"Somos várias vezes questionados por pais e professores sobre a melhor forma de lidar com situações, apesar de já haver um maior conhecimento do fenómeno, devido à mediatização. Por isso, começam a saber intervir de forma mais adequada", considera Tânia Paias.
Quanto aos jovens e adolescentes, a grande maioria "não sabe lidar com a questão". Por isso, um dos objectivos do site passa por "reforçar as competências individuais" de cada um.
"Não sabem lidar com a situação porque há o receio da denúncia, de serem alvo de novas retaliações ou de falar com um adulto, por exemplo", disse.
Para a directora do portal, independentemente das alterações introduzidas no Estatuto do Aluno ou a consideração do bullying como crime, o importante é "intervir no espaço escolar".
"A melhor prevenção é a intervenção na escola. Dar ao próprio aluno, quer seja vítima, quer seja agressor, a necessidade de elaborar as coisas de outra forma. Mudar a sua conduta face à violência", defendeu.
Professores devem estar atentos ao bullying na escola
10.Ago.2010 | DOURADOS - Apesar de sempre presente nas escolas, o bullying ganha repercussão na mídia e provoca ampla discussão em ambientes escolares. Atitudes intencionais e repetidas como colocar apelidos e até agressão física entre pessoas caracterizam o bullying. Nas escolas, o maior desafio tem sido como identificar esse ataque entre os alunos e lidar com o problema que traz angústia, depressão e pode causar sérios problemas no decorrer da vida das vítimas.
Para garantir o ambiente escolar saudável é necessário tomar iniciativas preventivas. A psicóloga Rosimeire Martins, professora da Unigran especialista em prática de ensino e psicologia do desenvolvimento explica que a escola, também é responsável pelo acompanhamento social dos alunos e não somente pelo seu rendimento escolar.
Ela alerta os profissionais que atuam em ambiente escolar para observarem o convívio entre os alunos porque o bullying pode passar despercebido pela falta de coragem em denunciar. "Essa agressão pode ser manifestada em qualquer lugar onde existam relações interpessoais, na escola, na rua, no trabalho", explica.
Para que esse tipo de violência - física ou psicológica - diminua é necessária uma atuação mais firme da escola, com regras específicas no caso de bullying. E os profissionais têm de buscar uma ação em conjunto, lembra a especialista.
Esse trabalho junto ao agressor deve ser feito para mostrar que essas atitudes prejudicam o ambiente escolar. "Se a violência partiu de forma pública, ou seja, na sala de aula com todos os alunos presenciando o fato, o professor pode chamar a atenção do agressor também de forma pública, fazendo com que ele peça desculpas, mas se o fato ocorreu isolado, entre as partes, esse agressor deve ser alertado individualmente", orienta a professora da Unigran.
Em casos mais graves ou se o problema persiste diante tentativas de solucionar o ocorrido, é necessário que o professor leve o caso à coordenação da escola, de modo a envolver os pais do estudante, recomenda Rosimeire Martins. Ela frisa que muitos casos ocorrem para humilhar a vítima, que sofre com apelidos e por causa de problemas físicos.
Fato que chama a atenção, segundo a psicóloga, é que essa vítima tende a descontar em outro estudante, futuramente. "Isso acontece geralmente quando um estudante novo adentra um ambiente escolar e acaba sendo hostilizado pelos alunos. Mas é só aparecer a oportunidade de um outro aluno novo ser incluído na turma que ele vai querer descontar o que fizeram com ele", diz Rosimeire Martins.
Essa vítima, de acordo com ela, deve ser acompanhada pelos professores e coordenadores da escola e se possível por um psicólogo. "Brincadeirinhas de mau gosto" podem revelar-se em uma ação muito séria. Causam desde problemas de aprendizagem até transtornos de comportamento na adolescência e fase adulta. Investir em palestras sobre as várias formas de violência, aumentar a supervisão na hora do recreio, evitar menosprezos e apelidos são medidas dadas pela psicóloga Rosimeire Martins como forma de prevenção do bullying na escola.
Conscientização sobre danos do bullying deve começar cedo
Para o professor Carmelito Alcunha, de Cáceres, o processo de conscientização dos alunos sobre a prática perigosa de bullying e de cyberbullying deve começar desde cedo. Ele desenvolve um projeto com esse objetivo há cinco anos. O professor conta que ficou impressionado com a esse tipo de violência na escola onde ele leciona e resolveu tomar uma atitude.
“Na verdade eu considero esse tipo de atitude como um distúrbio de comportamento. Na internet é ainda pior, porque é uma violência mascarada, onde a única pessoa que aparece é a vítima”, opinou.
Para tentar coibir esse tipo de ação, toda semana Carmelito Alcunha realiza pequenas palestras sobre bullying e cyberbullying na escola em que trabalha, que tem cerca de 700 alunos de 6 a 17 anos. Segundo o professor, a prática tem trazido resultados.
“Eu percebi que os estudantes estão mais calmos e menos agressivos entre si, diminuiu até mesmo os apelidos – que de inocentes não têm nada”, afirmou. Para ele, se esforçar para diminuir a incidência de qualquer tipo de violência é tarefa de todo educador. A escola, ao longo dos anos, mostrou que não está livre da violência. Os muros dos colégios nem sempre são suficientes para proteger os alunos e professores. Nem deles mesmos.
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